9 de abr de 2013

Teoria dos intervalos (Teoria e Prática)

O termo intervalo pode ser definido como a distância entre uma nota e outra, a distância entre duas notas musicais medida em tons e/ou semitons.

A importância deste estudo esta na possibilidade de análise de qualquer melodia, escala, acorde, progressão ou função de cada acorde dentro de um contexto musical.

Vamos a princípio analisar todos os intervalos gerados pelos graus da escala diatônica maior.

Ex. na escala de C maior

intervalos escala maior

Da tônica para 2ª, 3ª, 6ª e 7ª são chamados maiores.

Da tônica para 4ª, 5ª e 8ª são chamados justos.

Observe os intervalos isoladamente:

intervalos isolados

Os intervalos Maiores podem sofrer alterações de 1/2 em 1/2 tom, podem tornar-se menores, diminutos e aumentados. 


diminuto << menor << Maior >> aumentado


Os intervalos Justos podem tornar-se diminutos e aumentados.


diminuto << Justo >> aumentado


Exemplo:

exemplo de intervalos

É interessante lembrar:

acidentes

<< 1/2 em 1/2 tom >>

Para resumir, verifique sempre a distância da nota mais aguda em relação à mais grave, respeitando os graus da escala referência e se a nota mais aguda esta contida na escala ou sofre alguma alteração.

Tipos de Intervalos.

Intervalos harmônicos: São aqueles cuja as notas são tocadas simultaneamente (ao mesmo tempo), como por exemplo na forma de acordes.

Intervalos melódicos : São aqueles cuja as notas são tocadas consecutivamente (uma após a outra) como em solos ou melodias. Estes podem ser também ascendentes (do grave para o agudo) ou descendentes (do agudo para o grave). É importante ressaltar que ao analisarmos duas notas de maneira isolada, fora de um contexto musical, a regra é tomar como referência a nota mais grave, que passa a ser a tônica.

Intervalos simples ou compostos: Intervalos simples são aqueles que não ultrapassam uma oitava e intervalos compostos ultrapassam o limite de uma oitava na escala. Os intervalos compostos usados na prática são os de 9ª (2ª uma oitava acima), 11ª (4ª uma oitava acima) e 13ª (6ª uma oitava acima), já que a 
3ª, 5ª e 7ª não mudam pois são estruturais na formação do acorde.


Simples
Compostos
9
3ª (10ª)*
11ª
5ª (12ª)*
13ª
7ª (14ª)*
*Obs.: Na teoria pode aparecer como nos parênteses acima.

Os intervalos usados na prática são os seguintes:
intervalos praticos
Intervalos com o mesmo som, mas com nomes diferentes são chamados de enarmonia. Existem ainda os chamados “intervalos teóricos”, que como diz o próprio nome, são encontrados apenas na teoria, como por exemplo, 6ª aumentada ou 3ª diminuta (na pratica seriam respectivamente 7ª menor e 2ª Maior).

Existem diversas nomenclaturas para os intervalos mas colocarei abaixo as mais usadas aqui no Brasil. Quando estudei esta matéria na faculdade existia muita polêmica e seguidas discussões em relação as nomenclaturas, que ao meu ver é perda de tempo. Tente se concentrar em entender a relação entre as notas !


Intervalo
Cifragem
2ª menor
2b
2ª Maior
2
2ºAumentada
2#
3ª menor
3b
3ª Maior
3
4ª Justa
4
4ªAumentada
4#
5ª Diminuta
5b
5ª Justa
5
5ªAumentada
5#
6ª menor
6b
6ª Maior
6
7ª Diminuta
7b
7ª menor
7
7ª Maior
7+ ou 7M
9ª menor
9b
9ª Maior
9
9ªAumentada
9#
11ª Justa
11
11ªAumentada
11#
13ª menor
13b
13ª Maior
13

O “b” não significa que a nota obrigatoriamente terá o acidente bemol, significa que o intervalo Maior diminuiu 1/2 tom, passando assim a ser menor. O mesmo vale para intervalos com #, que não indicam o acidente sustenido na nota e sim que o intervalo foi aumentado 1/2 tom.

Dissonância e consonância


Quando ouvimos notas (frequências) simultâneas com intervalos dissonantes temos a sensação de tensão. Já quando ouvimos frequências consonantes temos a sensação de “relaxamento” (não tensão) e daí o termo “justo”, que significa perfeita consonância. Um exemplo disso são os Power Chords, que utilizam intervalos justos, T e 5ª, T e 4ª ou até mesmo T e 8ª.

Intervalos consonantes: T e 8ª, 4ªJ, 5ªJ são consonâncias primárias e 3ªs e 6ªs são consonâncias secundárias. Dependendo do contexto a 4ªJ pode tornar-se dissonante, como quando adicionada a um acorde maior com 7ª maior. Experimente tocar a nota F sobre um acorde C7M.

Intervalos dissonantes: 2ªs menores, 7ªs menores e trítonos (intervalos de 3 tons) são dissonâncias primárias, já as 2ªs Maiores e 7ªs menores são dissonâncias secundárias.

Inversão de intervalos


Na inversão a nota mais grave é passada uma oitava acima ou a mais aguda passada uma oitava abaixo, gerando assim uma troca de intervalo. Nesta troca de posições acontecem as seguintes mudanças: Maiores tornam-se menores, menores tornam-se maiores, aumentados tornam-se diminutos, diminutos tornam-se aumentados e justos permanecem justos.

Com relação à distância temos as seguintes mudanças: 2ªs tornam-se 7ªs e 7ªs tornam-se 2ªs, 3ªs tornam-se 6ªs e 6ªs tornam-se 3ªs, 4ªs tornam-se 5ªs e 5ªs tornam-se 4ªs, uníssonos tornam-se oitavas e oitavas tornam-se uníssonos. (Uníssono é o intervalo (distância) entre notas da mesma altura.)

Ex.:

inversao de intervalos2

O intervalo de 3ªm quando invertido torna-se um intervalo de 6ªM.

Após um bom embasamento teórico vamos ver como fica tudo isso aplicado ao nosso instrumento.
Abaixo temos uma tabela com a localização dos intervalos no braço da guitarra. Arraste a (T) tônica até a tonalidade desejada e os intervalos já estarão “desvendados”.
Vale lembrar que além da visualização no braço do instrumento, é necessário associar cada intervalo ao seu som !!!

Dúvidas comentem…

Studiare sempre !!!